domingo, 9 de julho de 2017

As Gárgulas, o Lobo e a Lua



Madrugada,
Da torre mais alta
Do antigo castelo
Seculares  gárgulas despertam
Do mármore libertam-se
Renascem,
Enquanto, no jardim
Um lobo admira
O reflexo da lua
A flutuar na fonte,
Imóvel o lobo
Apaixona-se...
Sonha com o beijo da Lua,
Que cintila em seu olhar
Deseja alcançá-la,
Possuí-la,
Um romance impossível...
As gárgulas, agora,
Curiosas, mas em silêncio
Aproximam-se do lobo,
Elas entendem de solidão,
De saudade, e sentir
A passagem sem pressa
Do tempo e tão pouco
Tempo para amar...
Lágrimas deslizam,
Começa  a chover...
Vanice Zimerman, IWA
09/07/2017