segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Haicai

 
 
a tela em branco
tinge-se de magenta-
deslizam  pétalas
...

Vanice Zimerman


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Ainda não me acostumei com tua ausência...


Às vezes, cansado de esperar, sinto um desassossego que incomoda e tento buscar no calor de tuas mãos (ainda tangentes à mim), o toque suave dos teus dedos e o perfume de rosas tão peculiar. Mas não os encontro, encontro apenas, o silêncio e a solidão que parecem intermináveis...

Ai, lembro com saudade do brilho de teu olhar cada vez que nos encontrávamos, do encantamento que surgia com nossa cumplicidade deliciando-me depois de um tempo, com o aconchego em teu peito o que fazia  ficarmos bem juntinhos, enquanto você dormia...

Não sei exatamente quando, nem como aconteceu? Porém, aos poucos nos distanciamos. Você não me procurava mais com a mesma intensidade, nem deixava o café esfriando na xícara, enquanto compartilhávamos emoções e sonhos. Desacostumei do teu carinho, mas ainda não acostumei com tua ausência.

Continuo  esperá-la, pois sei  que me tem guardado em uma gaveta qualquer de tua saudade.

                                                                                                   Do teu antigo livro de poesias...



Vanice Zimerman



http://letrasdobviw.blogspot.com.br/
 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Um Sonho (Nanoconto)

 

O porta-retratos aguarda  tua foto...

 
Vanice Zimerman
 
 
 
 

Chaves Quebradas

Guardadas em uma gaveta, quase esquecida, as chaves quebradas, que não abrem ou fecham. Nem mais espiam, discretamente nas fechaduras da portas dos quartos...
Mas ainda tem em suas memórias lembranças das mãos pequenas, delicadas, ou grandes e fortes que as tocaram.


E que muitas vezes ansiosas as seguraram, buscando abrir portas e assim conhecerem o mundo... Chaves quebradas que diversas portas abriram, algumas do coração e presenciaram declarações de amor, alegrias e a ausência de palavras nas despedidas...

Chaves antigas repletas de histórias escutaram segredos, embora quebradas permanecem inteiras, guardando os mistérios a sete chaves...


 
Vanice Zimerman Ferreira
           17/11/2011                   
                   

Em uma gaveta qualquer...

 
Busco o calor das suas mãos e toque suave dos seus dedos, mas, não os encontro, encontro apenas o silêncio e a solidão que parecem intermináveis...
Desacostumei do seu carinho, mas ainda não me acostumei com sua ausência. Continuo a esperá-la, guardado em uma gaveta qualquer, seu antigo livro de poesias...
 
Vanice Zimerman Ferreira
23/12/2013                   
                                        

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Haicai

manhã de Fevereiro-
reflexos do beija-flor
no vidro da janela


 
Vanice Zimerman
01/02/2015