sexta-feira, 30 de maio de 2014

Nas tramas da camisa branca

 


Às vezes, busco encontrá-lo
Em outro alguém, mas sei que você
Nunca mais voltará...
E a camisa branca continuará vazia
Sem os contornos tão lindos do seu corpo
A camisa branca, ainda guarda seu perfume, sua voz.
No tecido antigo,
As lembranças tecem seu rosto,
Quase, sinto  seus beijos.
Nas horas longas da noite
A camisa branca faz-me companhia,
E, enfim a saudade aconchega-se
Nos fios horizontais e transversais
Traçados pelo destino,
Nas tramas da camisa branca.

Vanice Zimerman Ferreira
           30/05/2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Tarde de Maio

 
 
 

Tarde de maio.
Ouço os sinos de vento.
Sinto as cores do outono,
Levadas pelo vento...
 
Vanice Zimerman Ferreira

 

-foto:  Vanice Ferreira. 21/05/2014

sábado, 24 de maio de 2014

Um bom fim de semana!!

Memorial de Curitiba- PR
 

Distância



O tempo para, enquanto
As lágrimas deslizam...
Em cada lágrima,
Os retratos do teu rosto
Lembram pequenos espelhos
Reflexos do teu olhar
Cada dia mais distante...



Vanice Zimerman Ferreira
      22/05/2014

Poesias ao Vento

Desdobra-se a alma.
Desdobram-se as velas do barco,
Em Poesias, vento e sonhos...


Vanice Zimerman Ferreira
           23/05/2014



 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Noite Outonal


Noite de outono
A solidão espia os versos que escrevo

A saudade envolve cada letra, vírgula e reticências...
Enquanto tua ausência, demoradamente,  

Desenha um ponto final.
 
Vanice Zimerman Ferreira
21/05/2014
 
 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Haiga (Haicai com imagem)


 
 
 
tarde outonal
em tons de rosa e azul-
mais um dia termina...


 
Vanice Zimerman Ferreira
 
 
-foto: Fazenda Rio Grande - PR
 



domingo, 18 de maio de 2014

Saudade em tons de azul

 

Escapam entre os dedos
As tuas palavras,
Feito chuva a cair no

Escapam entre os dedos
As tuas palavras,
Feito chuva a cair no deserto.
Lágrima que apaga a chama da vela!
Escapa entre os dedos
Tua voz cada dia mais distante,
Tinge-se a Saudade de azul
E assim levada pelo vento
Aconchega-se às nuvens brancas

Escapa entre os dedos...



                                         Vanice Zimerman
Ferreira Escapa entre os dedos
Tua voz cada dia mais distante,
Tinge-se a Saudade de azul
E assim levada p


sábado, 17 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

AMARÍLIS...

 

 

A marílis, bela flor que embeleza o jardim!
M uitas palavras escrevo com seu nome,
A mar, Maria, Marília, Lia, mar, lira, íris...
R ima com flor de liz...
I nspiras  alegria e esperança.
L indas pétalas vemelhas há enfeitar os dias...
I luminando o olhar de quem as observa.
S etembro trouxe a primavera e o  colorido das suas flores...

Vanice Zimerman Ferreira

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Haicai 620




na janela antiga
o reflexo do edifício-
em construção

Vanice Ferreira
14/05/2014
  
 


 

terça-feira, 13 de maio de 2014

ESCADAS


    Os degraus da escada que levavam ao sótão estavam acostumados com seus passos. Presença constante que se  percebia na  madeira gasta...

    Sempre que subia as escadas, parava no sétimo degrau e arrumava a moldura de um  do quadros que insistia em ficar torto. Olhava à pintura, uma cópia  bem preservada do “Filósofo Meditando” de Rembrandt. Por alguns minutos  imaginava como seria fazer parte da cena, sentir a claridade da janela,  o calor da lareira e  talvez,  subir a misteriosa escada espiral...
 
Vanice Zimerman Ferreira
           26/09/2011
 

- Inspirado no quadro de  Rembrandt  "Philosopher in meditation" (1632).
 
      

LUA

 

Divide-se a Lua em duas vírgulas,
Duas redes prateadas...
Divide-se o coração
Entre dois amores...


 
Vanice Zimerman Ferreira
     12/05/2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

FIOS DA VIDA


 
A emoção de ser mãe é maravilhosa: tece-se a vida com fios de prata, fios repletos de amor, imaginação e esperança... Constrói-se à vida em cada amanhecer e pôr do sol. Emprestam-se os tons das estações do ano para colorir o olhar, o rosto e a cor da pele.

Há um encanto nas batidas dos corações, no compasso misterioso e único que une mãe e filho. Constrói-se a vida a cada segundo, e a vida passa num piscar de olhos...

Vanice Zimerman Ferreira
11/05/2014
 
 
-Foto: Van "Dia das Mães"- 11/05/2014

Romance de Outono

 
 
- Foto: Folhas do Plátano - Passeio Público
- Curitiba-PR, maio/2012

sábado, 10 de maio de 2014

DIA DAS MÃES - PARABÉNS!!

 
 
Parabéns a todas as mães!

MÃES

 
M ãe, aquela que gera a vida, ou a que se responsabiliza por mantê-la...
A miga, mulher que ama, corrige, erra, sofre e sonha...
E nquanto existirem as mães, existirá luz e poesia!
S ejam elas tias, avós... Mães do coração!


Vanice Zimerman Ferreira
11/05/2014


Com carinho dedico a minha mãe, Helle Nice!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O silêncio das teclas

 

 
Na ausência da música
A emoção do silêncio
No caminho de teclas...

 
Vanice Zimerman Ferreira
  08/05/2014

domingo, 4 de maio de 2014

Num piscar de olhos...

 

A lágrima desliza no espelho
No espelho do meu olhar,

Ainda repleto dos reflexos
do teu olhar...

 
 
Vanice Zimerman Ferreira
  05/05/2014

sábado, 3 de maio de 2014

Haicai 612



noite de outono-
aconchega-se a gata,
ao colo da amiga


Vanice Zimerman Ferreira
 
 
 
-foto: vanice ferreira. 02/05/2014

BARCO DE PAPEL


B elo e frágil!
A navegar  também em meus sonhos...
R uas, lagos e fontes são seus mares.
C om chuva ou sol pouco importa.
O bservo o barco se afastando,

D evagar, depois depressa...
E nquanto folhas secas acenam.

P étálas de flores coloridas, trazidas pelo vento lhe fazem companhia...
A lgumas descansam em suas escotilhas, desenhadas com lápis azul.
P enso na folha de papel que se desmancha, na passagem do tempo...
E moção e magia nas viagens do
L indo e corajoso barco de papel...


 
Vanice Zimerman Ferreira

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Chaves Quebradas (Prosa Poética)

 

Guardadas em uma gaveta, quase esquecida, como as chaves quebradas, que não abrem ou fecham.
Nem mais espiam, discretamente nas fechaduras da portas dos quartos...
Mas ainda têm em suas memórias, as  lembranças das mãos pequenas, delicadas, ou grandes e fortes que as tocaram.
E que muitas vezes,  ansiosas as seguraram, buscando abrir portas e assim conhecerem o mundo...
Chaves quebradas que diversas portas abriram, algumas do coração e assim, presenciaram declarações de amor, alegrias e a ausência de palavras nas despedidas...
Chaves antigas repletas de histórias escutaram segredos, embora quebradas permanecem inteiras,  guardando os mistérios a sete chaves...
 
Vanice Zimerman Ferreira

Bom Feriado!!

 
na calçada, as cores-
na árvore de hibiscus
falta uma flor.
 
 
Vanice Ferreira