quinta-feira, 16 de novembro de 2017

As mãos do vento...



Aos poucos,  tuas pegadas
Desparecem da areia...
Lembro-me de uma ampulheta
Em que a passagem do tempo
Era medida com reticências...

As mãos do vento
Apagam teus passos,
Mas, não apagam as lembranças
Do jeito carinhoso  que acariciava
Meus cabelos...
Do toque macio e tão intenso
Dos teus lábios,
Quanta saudade tecida
Em poemas, em sonhos
Que sonhamos juntos,
Hoje, eu queria muito
Que as mãos do vento
Levassem-me  ao teu encontro...

Vanice Zimerman, IWA
16/11/2017

***
Foto: Vanice Zimerman- 11/11/2017