sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Entre os cacos da ampulheta

 

A ampulheta quebrada espalha areia e pedaços de vidros no chão...
Pouco importa se foi o vento ou o gato curioso que a derrubou do aparador.
Observo à areia caída no tapete como se fosse uma misteriosa paisagem.
Ao aproximar-me do quebra - cabeça, encontro pequenos espelhos, refletidos nos pedacinhos de vidros,
Sinto como se o tempo tivesse parado, e por alguns momentos vejo o passado, desenhando lembranças de amor, saudade e esperança...
Ouço sorrisos, promessas...
Volto a desejar a tua presença, tocar o teu corpo,
Abraçá-lo com força, e evitar a despedida...
Mas, a vida prossegue o tempo não volta. Apenas parou por uns instantes mágicos.
Algumas lágrimas coloridas de emoção escapam suaves...
Junto com cuidado e admiração os pequenos cacos  de vidros, para não me ferir...

Vanice Ferreira