O
Rio convida…
a
navegar em suas águas -
Hipnotizante
e enigmática
Viagem…
O
Rio convida, de certa forma,
Intima
Intimida -
E
inicio a insólita busca
Da
“A Terceira Margem do Rio”
Sinto
o aroma de madeira
Da
canoa /Casulo
Recém
- construída,
Uso
os remos, como se pincéis fossem
A
tocar e a tingir as águas,
Com
as cores das Estações do Ano
Místicas
Águas;
Ora
cristalinas, ora turvas…
Calmas
e, às vezes, revoltas
O
Rio é um espelho, um Multiverso
Repleto
de Secretas Sendas, labirintos -
Vejo
meu reflexo e a paisagem alongada,
Enquanto,
caem folhas na canoa…
Ah...
esse vento!
A
busca continua;
E
percebo em cada gota de chuva,
Raio
de sol e nas asas
Da
Borboletinha branca,
Que
por segundos pousa
E,
minha mão,
A
misteriosa Jornada da Vida
E
assim, o Rio segue seu destino,
Seguimos;
Desatino,
solidão e quem sabe
Um
Renascimento?
Sou
parte dele e a ele entrego-me:
Canoa,
Casulo e Caverna - Mito
A
céu aberto…
Calmaria
e tempestade
Vanice
Zimerman, IWA
26/09/2022
***
Poesia inspirada no Conto “A Terceira Margem do Rio" de Guimarães Rosa,
publicado
em seu livro “Primeiras Estórias”, lançado em 1962.