Nos cantos dos vidros das janelas A poeira acomoda-se... Enfim, o vento aquieta-se, A saudade para os ponteiros do relógio, Enquanto no godê secam as tintas, Com as quais pintei o teu retrato. Em minhas mãos ainda há O calor das tuas, E tua lembrança desenha No livro de poesias A palavra Amor, contida intensamente No silêncio da tua ausência...
Nas linhas do teu terno O tempo desliza, liberta perfumes E lembranças... Acaricio os contornos invisíveis do teu corpo, Enquanto a Saudade, Com as linhas do teu terno, risca, rabisca. Ah, meu Amor espero tua volta...